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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Medidas Preventivas na Menopausa (X)


 5 -        FAZER TRATAMENTO HORMONAL DE SUBSTITUIÇÃO

 

Pode dizer-se que toda a mulher climatérica é candidata ao tratamento hormonal de substituição e deve sempre instituir-se desde que os benefícios sejam superiores aos possíveis riscos e desde que a mulher apresente sintomas de carência estrogénica, deve ser personalizada e feita de acordo com o seu perfil e factores de risco que possa apresentar. Um dos seus benefícios é a melhoria da sua qualidade de vida.

Actualmente não dispomos de critérios seguros que possam predizer em cada caso, que a mulher depois da menopausa vai desenvolver sintomatologia severa dessa carência. Porém, sabemos que a THS deve fazer-se obrigatoriamente:

-        na menopausa precoce e cirúrgica;

-        nos sintomas climatéricos intensos e prolongados;

-        na prevenção da perda óssea e diminuição do risco de fracturas;

-        prevenção de alterações orais, especialmente xerostomia e edentação;

-         correcção e prevenção de alterações oculares ( secura dos olhos, diminuição da tensão ocular e prevenção das cataratas).

Se as manifestações clínicas da pós-menopausa e as suas complicações, são da responsabilidade da carência estrogénica, é lógico que a terapêutica correcta seja a administração de estrogéneos ou produtos com acção estrogénica. Este tratamento será sempre uma terapêutica de substituição, o que equivale a dizer que as posologias utilizadas devem sempre simular as secreções basais dos ovários funcionantes.

Outros tratamentos, como o Raloxifeno (Estalis) podem também prevenir as compilações graves da pós-menopausa quer ósseas quer cardiovasculares.